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Confirmado em convenção partidáriaPré-candidato a Deputado Distrital · DF

Comecei arrumando quarto de hotel.Hoje assino a carteira.

Já estive dos dois lados: o que recebe o salário e o que paga. Por isso eu não trato patrão e trabalhador como adversários. Contrato bem escrito protege os três: quem trabalha, a empresa séria e o dinheiro público.

Ricardo Caiafa
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Quem é Ricardo

Ele já esteve dos dois lados do contracheque

Ricardo entrou no mercado como camareiro de hotel, passou pela recepção e foi subindo até abrir a própria empresa. Hoje é ele quem assina a carteira dos outros. Quem fez esse caminho inteiro sabe o que duzentos reais a mais no fim do mês mudam na vida de uma família.

Ricardo Caiafa
O começo

Primeiro emprego arrumando quarto de hotel. Depois, a recepção.

Aos 24 anos

Gerente regional de vendas de uma rede hoteleira. No mesmo período, abriu sua primeira empresa.

A construção

Levantou uma empresa de facilities com mais de 2.000 colaboradores, vendida em 2020.

2023

Assumiu a empresa da família, que então tinha 67 colaboradores.

Hoje

CEO da Connector Engenharia e da Caiafa Facilities, um grupo com trinta anos de atuação.

A ideia que sustenta tudo

Patrão e trabalhador não são adversários

Quem é bem pago fica no emprego. Quem fica aprende o serviço, e o serviço melhora. Serviço bom mantém a empresa no contrato, e empresa firme no contrato consegue pagar melhor. Esse ciclo só quebra quando alguém tenta lucrar apertando o outro.

01

Quem trabalha é valorizado e fica.

02

Com gente experiente, o serviço melhora.

03

Serviço melhor mantém a empresa no contrato.

04

Contrato estável permite investir em quem trabalha.

A empresa que paga direito perde a licitação para a que paga mal. O erro não está no trabalhador nem no empresário. Está na regra.
Ricardo Caiafa
Proposta 01 · terceirizados
Competência distrital

Um piso de R$ 2.700 escrito em lei

Tem gente limpando, cozinhando e atendendo dentro de prédio público ganhando menos de R$ 2.700 por mês. E não é a empresa que decide isso sozinha: o valor já vem definido no contrato que o Estado assina antes de a pessoa começar a trabalhar.

R$0

É o piso por mês que eu proponho, num projeto de lei, para as categorias terceirizadas que hoje ganham menos que isso. Quem já recebe acima não muda nada.

A lei fixa o valor

Uma lei do Distrito Federal define os R$ 2.700 como piso dessas categorias.

O contrato já sai com ele

Todo contrato novo de serviço do Estado passa a trazer esse valor na planilha. A empresa que disputa já sabe quanto vai pagar antes de dar o lance.

Cai na conta no fim do mês

Quem limpa, atende, cozinha e conserta recebe sem depender de negociação todo ano.

Em linguagem técnicaProjeto de lei distrital fixando piso salarial de R$ 2.700 para as categorias terceirizadas contratadas pelo Distrito Federal cujo piso vigente seja inferior a esse valor, reproduzido como cláusula nos editais de licitação do GDF e fiscalizado pelo órgão contratante.

Quem ganha com isso

Quem trabalha

Sabe quanto vai receber antes de assinar. E não paga a conta quando o contrato sai barato.

A empresa séria

Para de perder disputa para quem vence pagando menos e entregando pior. A concorrência passa a ser por qualidade.

O dinheiro público

Contrato barato costuma atrasar salário e trocar de empresa no meio do caminho. Refazer licitação e treinar gente nova toda hora sai mais caro do que pagar direito desde o começo.

Proposta 02 · terceirizadas
Competência distrital

Plano de carreira para quem hoje entra e sai no mesmo cargo

Quem entra como recepcionista num contrato público costuma sair no mesmo cargo cinco ou dez anos depois. Não é falta de competência: é que o contrato nunca previu para onde ela poderia subir. Os cargos já existem na lei federal. Falta o contrato do Estado reconhecer.

Degrau 1

Recepcionista

A porta de entrada. O tempo de casa começa a contar no primeiro dia de contrato com o órgão, e não com a empresa.

Degrau 2

Técnica em Secretariado

Curso técnico, ou 36 meses de trabalho comprovado no cargo anterior. Passa a exercer as funções de nível médio da profissão.

Degrau 3

Secretária Executiva

Curso superior de secretariado, ou qualquer diploma superior somado a 36 meses comprovados.

Em linguagem técnicaA Lei nº 7.377/1985, com a redação da Lei nº 9.261/1996, já define os dois níveis e já admite acesso por 36 meses de exercício comprovado. A cláusula essencial no edital é o tempo contar por contrato do órgão, e não por empresa: sem isso, uma nova licitação zera o histórico da trabalhadora.

Proposta 03 · saúde
Competência distrital

Um programa que já funcionou e foi interrompido

O Brasil faz mais de dez mil amputações por ano por causa do diabetes, cerca de vinte e oito por dia. Quase todas começam com uma ferida que ninguém olhou a tempo.

Amputações de coxa e perna−50%
Resultado medido no Rio de Janeiro, onde o programa foi implantado entre 2002 e 2003 e aferido até 2006.
Internações na rede pública−90%
Mesmo programa, mesmo período. Depois ele foi descontinuado, e os índices voltaram ao patamar anterior.

O Distrito Federal já tem oito ambulatórios do pé diabético. O atendimento existe. O problema está antes dele: quem decide se o paciente chega a tempo é o posto de saúde do bairro, e lá o profissional precisa saber reconhecer a ferida logo no começo. Não falta equipamento caro. Falta treinar quem já está lá.

Em linguagem técnicaO programa de capacitação da atenção primária é do Dr. Jackson Silveira Caiafa, tio do Ricardo, cirurgião vascular e Coordenador Nacional de Programas Sociais da SBACV, autor principal da diretriz “Atenção integral ao portador de Pé Diabético” (Jornal Vascular Brasileiro, 2011). A proposta é levá-lo à Secretaria de Saúde do DF e transformá-lo em lei, para não depender da gestão de plantão.

Ricardo Caiafa
Proposta 04 · CACs
Matéria federal · articulação

95% do acervo do DF é de tiro desportivo

O caçador, atirador e colecionador do DF virou caricatura no debate público. O registro da Polícia Federal conta outra história: a esmagadora maioria é gente que compete.

95% uso desportivo 5% demais finalidades

46.141 armas registradas

É o acervo de CACs no Distrito Federal, que é a sétima unidade da federação em número de registros.

De 30 para 8 no acervo

O decreto de 2023 derrubou o limite por pessoa, e as autorizações no DF caíram 85%.

O que eu posso resolver

Registro e porte de arma são competência federal, e quem prometer o contrário está enganando. Alvará, zoneamento e imposto de clube de tiro são competência do Distrito Federal. É aí que eu posso trabalhar.

Em linguagem técnicaDados da Polícia Federal, maio de 2026. A fiscalização de CACs passou do Exército para a Polícia Federal em 01/07/2025, com o sistema SINARM-CAC. Ricardo é secretário-geral da Frente Parlamentar em Defesa dos CACs da Câmara Legislativa do DF, presidida pelo deputado Roosevelt Vilela.

Proposta 05 · vigilantes
Matéria federal · articulação

O que é federal, e o que dá para fazer aqui

Parte do que a categoria mais quer não se resolve na Câmara Legislativa. Dizer isso em voz alta é o que separa proposta de promessa, e a categoria já ouviu promessa demais.

O piso nacional é do Congresso

O piso da categoria e a regulamentação da segurança privada tramitam em Brasília federal. Candidato distrital que promete resolver isso está prometendo o que não pode entregar.

O vigilante autônomo também

A figura do vigilante autônomo, com enquadramento como MEI, depende de norma federal ligada ao Simples Nacional. Não se cria por lei distrital.

O que é meu para entregar

Piso e condições nos contratos do GDF, requalificação do profissional acima dos 50 anos e fiscalização de quem executa o contrato. Isso é aqui, e isso eu assino.

Em linguagem técnicaO compromisso na pauta federal é de articulação junto à bancada do Distrito Federal, com a credencial de quem já atua em frente parlamentar no tema da segurança. Uma precisão que evita confusão: o Grupo Caiafa não presta serviço de vigilância armada. A defesa da pauta dos vigilantes é bandeira política, construída na convivência com o setor de serviços, e não posição de empregador da categoria.

Proposta 06 · Polo de Dados Verde
Competência distrital

Um incentivo que só continua se virar emprego aqui

O Distrito Federal já tem incentivo à inovação, já tem programa de energia solar e já tem centro de inteligência artificial. Nenhum conversa com o outro. Cada um nasceu de um instrumento diferente, com orçamento diferente e sem obrigação recíproca. É por isso que o resultado some no meio do caminho.

Como o ciclo gira

São cinco peças. Cada uma só existe porque a anterior aconteceu, e a última devolve à primeira a prova que mantém tudo de pé. Isto não é um projeto de data center: é o desenho da engrenagem inteira.

01

Incentivo fiscal para BigTechs implantarem Data Centers no DF

O Distrito Federal adere ao convênio do CONFAZ e reduz o ICMS sobre equipamento de tecnologia, com a contrapartida escrita na lei de adesão.

Isso geraInvestimento privado no DF e demanda por energia limpa em escala
02

Geração fotovoltaica própria, instalada no DF

A contrapartida obriga a empresa a gerar aqui parte da energia que consome, em usina construída dentro do território.

Isso geraObra, instalação e manutenção por cerca de vinte anos, tudo no DF
03

Formação técnica da mão de obra local

A obra e a manutenção precisam de projetista, eletricista, instalador e técnico. A formação é financiada por quem recebe o incentivo.

Isso geraProfissional certificado, com porta de entrada para quem já está nos serviços
04

Emprego formal para quem foi formado aqui

Contratar quem formou deixa de ser gentileza e vira condição, com vínculo formal e domicílio no Distrito Federal.

Isso geraSalário, arrecadação e consumo circulando na economia local
05

Verificação do que foi entregue

Energia gerada, pessoas formadas, pessoas contratadas e eficiência hídrica são medidas com dado que já existe hoje.

Isso geraA prova que mantém, amplia ou derruba o benefício da peça 01
A peça 05 devolve à peça 01 a comprovação. Sem prova em dois ciclos de verificação, o incentivo cai. É esse retorno que fecha o circuito e separa a proposta de uma carta de intenções.
O que muda em relação ao modelo de sempre

É um circuito fechado, e essa é a diferença. Se a empresa não gerar energia, não formar e não contratar no DF, o benefício cai. A contrapartida deixa de ser declaração de intenção e passa a ser condição de permanência.

Modelo tradicionalPolo de Dados Verde
Incentivo concedido inteiro na entrada Incentivo escalonado, que cresce conforme a entrega é verificada
Contrapartida declarada Contrapartida medida, com indicador e prazo
Emprego como consequência esperada Emprego como condição contratual
Energia como custo da empresa Energia como cadeia produtiva local
Formação desconectada da demanda Formação puxada pela vaga que o projeto cria

Por que aqui, e não em outro lugar

Escolher Brasília para esse desenho não é bairrismo. É a soma de quatro condições que poucos lugares reúnem ao mesmo tempo.

O recurso solar

Brasília fica no cinturão solar brasileiro, com irradiação média acima de 5,5 kWh por metro quadrado ao dia. Em horas de sol pleno, cerca de 5,5 HSP, que é o índice usado para dimensionar qualquer sistema fotovoltaico.

O clima seco na hora certa

A seca que incomoda de maio a setembro é, para o painel, a melhor condição do ano. Céu limpo significa irradiação direta alta e previsível, justamente nos meses em que o resto do país perde geração para a nuvem.

A altitude

A cidade está acima de mil metros. Camada de atmosfera mais fina significa menos perda de irradiação no caminho até o painel. Cidade de altitude recebe um pouco mais que a média da própria região por esse motivo.

O cliente na porta ao lado

Data center não escolhe lugar só por sol. Escolhe por conectividade, segurança institucional e proximidade do cliente. O DF concentra a administração federal, os tribunais superiores e os órgãos reguladores. O dado sensível do Estado brasileiro já nasce aqui, e boa parte dele é processada fora.

Brasília, horas de sol pleno por dia5,5 HSP
Alemanha, referência mundial em solar2,5 a 3,5 HSP
O Distrito Federal recebe por dia quase o dobro da energia solar que sustentou a indústria fotovoltaica alemã por décadas. Irradiação e HSP conforme o Atlas Brasileiro de Energia Solar, do INPE, e as bases solarimétricas do CRESESB.

A janela que está aberta agora

Está em negociação no Conselho Nacional de Política Fazendária um convênio que autoriza os estados e o Distrito Federal a reduzir até 90% do ICMS sobre 24 equipamentos de tecnologia da informação destinados a data centers. O ICMS responde por cerca de 64% da carga tributária do setor, então é ali que a conta vira. E o ponto decisivo: o convênio é autorizativo. Aprovado, cada ente decide se adere e sob quais condições. Quem chegar com desenho pronto define as próprias regras. Quem não tiver desenho copia o do vizinho ou fica de fora.

As contas, abertas

Toda projeção daqui para baixo parte de premissas declaradas, para que qualquer pessoa possa refazer o cálculo com outros parâmetros e chegar ao próprio número. O ponto de partida é um data center de referência com 100 MW de carga de TI e eficiência energética de 1,3, o que dá 130 MW de potência total e 1.138.800 MWh consumidos por ano. Cada MWp instalado no DF gera, no valor conservador adotado aqui, 1.500 MWh por ano. O que muda de faixa para faixa é só o percentual da energia que a empresa fica obrigada a gerar dentro do território.

Faixa de contrapartidaGeração exigidaInvestimento em geraçãoEmpregos na cadeia por anoArrecadação estimada
Faixa 1 · 20%152 MWp R$ 531 mi4.555 R$ 166 mi
Faixa 2 · 35%266 MWp R$ 930 mi7.972 R$ 290 mi
Faixa 3 · 50%380 MWp R$ 1,33 bi11.388 R$ 415 mi

Mesmo na faixa mais baixa, um único empreendimento puxa mais de meio bilhão de reais em investimento de geração dentro do DF e mobiliza milhares de postos ao longo da cadeia, do projetista ao instalador, do eletricista ao técnico de manutenção. E tem um detalhe que muda a natureza desse emprego: painel instalado não vai embora. Terminada a obra, fica a operação e manutenção por cerca de vinte anos, com limpeza, inspeção termográfica, troca de inversor e monitoramento. É emprego de obra que vira emprego permanente.

O DF registrou 119 mil pessoas desocupadas no primeiro trimestre de 2026, além de 19 mil desalentadas. Estas faixas não resolvem esse número sozinhas, e seria desonesto sugerir que resolvem. Mas atacam o gargalo que o próprio governo aponta: vaga que existe e não é preenchida por falta de qualificação. A diferença é que aqui a qualificação vem casada com a vaga, financiada por quem recebe o incentivo e verificada como condição de manutenção do benefício.

A economia direta para o caixa do Estado

Há uma segunda frente, que independe do data center e já tem número medido no próprio DF: o governo gerando a energia que ele mesmo consome. A primeira usina pública fotovoltaica de grande porte do GDF tem 716 kWp, gera 962,77 MWh por ano e produz economia estimada em cerca de R$ 1 milhão. Ela atende a sede da Secretaria de Meio Ambiente, 34 unidades de conservação, o Jardim Zoológico, o Jardim Botânico e dez unidades escolares. Desse caso real sai a métrica: cada MWh gerado em prédio público economiza cerca de R$ 1.039 para o Tesouro distrital.

Potência em prédios públicosGeração anual estimadaEconomia anual estimadaEquivalência
10 MWp15.000 MWh R$ 15,6 miCerca de 14 vezes a usina de hoje
25 MWp37.500 MWh R$ 39,0 miEscala de uma secretaria inteira
50 MWp75.000 MWh R$ 77,9 miEscala de política de governo

Cinquenta megawatt-pico em telhado de escola, de hospital e de prédio administrativo devolvem ao caixa perto de oitenta milhões de reais por ano, todo ano, por duas décadas. E o investimento se paga com a própria conta de luz que deixa de ser paga. Cada uma dessas instalações é obra executada por empresa e por mão de obra do DF, e cada uma passa a exigir manutenção permanente. Tem ainda o efeito que não entra na planilha: escola com painel no telhado vira laboratório, e a trilha de formação técnica encontra ali o campo de prática que hoje não tem.

Como o incentivo se destrava

O que separa esta proposta de qualquer outro programa de incentivo é o escalonamento por entrega verificada. O benefício não é concedido de uma vez: sobe de degrau conforme a contrapartida é comprovada, e desce quando ela deixa de existir.

DegrauContrapartida verificadaBenefício correspondente
Entrada Habilitação, projeto aprovado e compromisso formal de entrega Faixa inicial de redução de ICMS, prioridade de terreno e prazo definido de licenciamento
Degrau 1 20% da energia gerada no DF, primeira turma formada e contratada Ampliação da faixa de redução
Degrau 2 35% da energia, metas de contratação local cumpridas por dois ciclos Faixa intermediária, com estabilidade contratual do benefício
Degrau 3 50% ou mais da energia, formação continuada e absorção comprovada Faixa máxima autorizada pelo convênio
Reversão Contrapartida não cumprida por dois ciclos de verificação Suspensão do benefício e retorno ao degrau anterior

Contrapartida sem indicador é declaração de intenção. São quatro os indicadores que sustentam a verificação, e todos se medem com dado que já existe: energia própria gerada no DF, pela medição registrada na distribuidora comparada ao consumo faturado; pessoas formadas no DF, por certificação nominal da escola que forma; pessoas contratadas no DF, por vínculo formal com domicílio no DF, verificável em base pública de emprego; e eficiência hídrica, por índice declarado e auditado, com refrigeração em circuito fechado como exigência de habilitação.

As críticas, e as respostas

Toda proposta desta natureza recebe as mesmas objeções. Nenhuma delas se responde com adjetivo.

A críticaData center consome água demais
A respostaUm de 100 MW pode consumir cerca de 2 milhões de litros por dia, o equivalente a cerca de 6.500 residências. Com refrigeração em circuito fechado, cai para cerca de 23 mil litros por MW, com reposição da ordem de 10% ao ano. Segundo a Brasscom, o setor consome cerca de 3 mil vezes menos água que a indústria. A resposta honesta não é negar o consumo: é exigir a tecnologia que consome pouco como condição de habilitação.
A críticaGera pouco emprego
A respostaProcede no modelo tradicional, porque ninguém obriga a empresa a formar e a contratar localmente. Este projeto obriga. E o emprego principal não está dentro do data center: está na cadeia solar que a contrapartida energética cria.
A críticaÉ renúncia fiscal para big tech
A respostaO convênio do CONFAZ é autorizativo. A redução vai acontecer nos entes que aderirem, com ou sem o DF. A escolha real não é entre dar e não dar incentivo: é entre dar sem contrapartida ou dar com contrapartida verificada.
A críticaConsome energia demais
A respostaPor isso a contrapartida é geração própria instalada no DF, e não compra de certificado de outro estado. O empreendimento passa a adicionar capacidade ao sistema, em vez de apenas retirar.
A críticaExigência demais afasta o investidor
A respostaÉ a objeção mais legítima das cinco, e a resposta é o escalonamento. O degrau de entrada é acessível e não trava a decisão de investir. As exigências maiores vêm acompanhadas de benefícios maiores, de modo que cumprir a contrapartida saia mais barato para a empresa do que deixar de cumprir. A engenharia da proposta está em alinhar incentivo e contrapartida, não em opor um ao outro.

O que o Distrito Federal ganha

R$0
em investimento de geração já na faixa mínima de contrapartida
0
postos na cadeia solar por ano, também na faixa mínima
R$0
de economia anual com 50 MWp instalados em prédio público

Esta é a parte que nenhuma tabela mostra: a trilha de formação foi desenhada com porta de entrada para quem está hoje na limpeza, na portaria, na recepção e na manutenção, com carga horária compatível com escala e turno. Não é requalificação genérica. É uma vaga que existe, uma formação que leva até ela e uma empresa obrigada a contratar quem formou. É a diferença entre oferecer curso e oferecer caminho.

Em linguagem técnicaO instrumento principal é uma lei distrital de adesão condicionada ao convênio do CONFAZ, aprovada antes ou junto da aprovação do convênio, fixando as faixas de contrapartida e os indicadores de verificação. Ao lado dela, a lei do IPTU Verde, a conversão em lei da política distrital de inteligência artificial, hoje sustentada por convênio, e emenda orçamentária para a trilha de formação e para a geração em prédio público. A renúncia de receita exige estimativa de impacto e fonte de compensação pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e aqui a compensação está dentro do próprio desenho: arrecadação da cadeia solar e economia de energia do setor público. Premissas: PUE 1,3 · 8.760 h de operação anual · 5,5 HSP e performance ratio 0,80 · 1.500 MWh por MWp ao ano, valor conservador entre o teórico de 1.606 MWh e os 1.345 MWh medidos na usina pública do DF · 30 empregos por MW ao ano e R$ 3,5 mi de investimento por MW, conforme a cadeia solar · 31,2% de arrecadação sobre investimento · R$ 1.039 economizados por MWh próprio. Fontes: Atlas Brasileiro de Energia Solar do INPE e bases do CRESESB · Programa Brasília Solar e dados da usina pública, Secretaria de Meio Ambiente do DF · Convênio ICMS 16/2015 · convênio em discussão no CONFAZ sobre redução de até 90% do ICMS em 24 equipamentos de TI · PNAD Contínua do IBGE, primeiro trimestre de 2026 · Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF · ABSOLAR e Brasscom. Dados públicos verificados em agosto de 2026.

Data center por dentro é engenharia elétrica e climatização de precisão. É o assunto que eu conheço. E o filho da servente pode ser o técnico que mantém esse data center funcionando.
Ricardo Caiafa
O programa completo

O que dá para fazer pelo Distrito Federal

Reunião das propostas construídas ao longo da caminhada, incluindo as que nasceram quando o projeto mirava a Câmara dos Deputados. Nenhuma foi abandonada. O que é competência distrital entra como projeto de lei. O que é matéria federal continua sendo articulado com a bancada do DF.

O método

Cada proposta passa pelo mesmo teste antes de virar compromisso público. É um filtro chato e ele derrubou coisa boa pelo caminho: derrubou porque já era lei, porque era competência do Congresso, ou porque não resistia à primeira pergunta difícil. O que sobrou está aqui.

O que já existeLevantar antes de propor, para não anunciar como novidade o que já é lei.
De quem é a competênciaCâmara Legislativa ou Congresso. Isso muda o que dá para prometer.
Onde está a lacunaO buraco real entre o que existe e o que a pessoa vive.
Que crítica vai receberAntecipar o ataque e responder com número, não com adjetivo.
Nada que já é lei aparece como novidade. Nada que é federal aparece como promessa distrital.
07 Competência distrital

IPVA do Trabalhador e Bônus Bom Motorista

O táxi é isento de IPVA há décadas. O motorista de aplicativo faz o mesmo transporte, sustenta a mesma família e paga o imposto integral. E quem passa anos sem multa grave paga igual a quem coleciona infração.

O que eu proponho

Alíquota reduzida para quem comprova que o veículo é ferramenta de trabalho, com teto de valor e um veículo por titular, para alcançar o carro de trabalho e não o de luxo. E desconto que cresce a cada ano sem multa grave nem acidente, apurado no sistema que o Detran já tem. Rondônia e Mato Grosso já fazem parte disso.

08 Competência distrital

Energia solar, conta de luz e IPTU Verde

Brasília está no cinturão solar, com irradiação média acima de 5,5 kWh por metro quadrado ao dia. Mesmo assim o DF não usa o IPTU, que é imposto dele, para estimular quem gera a própria energia.

O que eu proponho

IPTU Verde com desconto progressivo para o imóvel que gera a própria energia, maior para quem instala mais cedo. Consignação em folha para o servidor público distrital investir, e prioridade para o comércio de bairro, onde a conta de luz decide se o negócio fecha ou continua.

09 Competência distrital

Inteligência artificial que chega na ponta

Aqui o DF já saiu na frente, e prometer o que já existe seria o erro mais fácil de desmontar. O centro de IA do governo existe e a capacitação do servidor já foi lançada. A falha é outra: cinco mil licenças de curso para quase três milhões de habitantes, tudo vivendo de convênio, e nada disso chega a quem está na portaria, na limpeza e na manutenção.

O que eu proponho

Virar lei distrital o que hoje é convênio, para a política não evaporar na troca de governo. Trilha de entrada para o trabalhador de serviços, com carga horária compatível com quem faz turno. E vaga reservada nas regiões administrativas com menos oferta de curso técnico, com aula presencial na própria RA.

10 Competência distrital

A ponte entre a vaga e o trabalhador

O DF não tem falta de vaga, tem descompasso. O próprio governo reconhece que são cerca de 700 vagas criadas por dia, mas as Agências do Trabalhador fecharam pouco mais de 1,3 mil contratações em quatro meses. Cerca de dez por dia. E há 19 mil pessoas que já pararam de procurar.

O que eu proponho

A grade do curso passa a ser definida pela vaga que está aberta e não foi preenchida, revisada em ciclo curto. Compromisso de contratação firmado com a empresa antes de a turma abrir, para o curso terminar em emprego e não em certificado. Busca ativa de quem desistiu, indo à região administrativa em vez de esperar. E publicar quantas pessoas cada curso empregou, não quantas matriculou.

11 Competência distrital

Desburocratização de quem produz

Abrir e tocar um negócio no DF trava em alvará, licença e vistoria. A demora recai sobre quem segue pagando aluguel, energia e folha enquanto espera a assinatura de alguém. Falta prazo com consequência, porque sem ela prazo vira recomendação.

O que eu proponho

Aprovação por decurso de prazo: vencido o prazo sem o órgão se manifestar, a licença sai sozinha, e quem assina o projeto responde por ela. Rito simplificado para atividade de baixo risco, concentrando a análise onde o risco existe, e fila transparente para o empreendedor saber em que etapa está.

12 Competência distrital

Programa Mais 50

Nos serviços e no facilities, quem passa dos 50 é o primeiro a sair e o último a voltar. A experiência vira desvantagem na hora da recolocação, e o DF não tem política desenhada para esse trabalhador. Ele cai no programa genérico, feito para outra pessoa.

O que eu proponho

Programa distrital para requalificar e recolocar o profissional acima dos 50 anos desses setores, com trilha de transição para supervisão, controle, operação técnica e treinamento. São as funções em que duas décadas de ofício contam como ativo, e não como passivo.

Em linguagem técnicaBoa parte destes eixos nasceu no desenho para a Câmara dos Deputados e foram reescritas para o instrumento certo quando o rumo mudou para a Câmara Legislativa. Quase tudo o que elas tratam, imposto, incentivo, contrato e qualificação, é decidido aqui dentro do Distrito Federal. Fontes de cada dado e o texto completo de cada eixo estão no programa de propostas.

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